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Sunday, August 27 Legítimos Herdeiros de CheApós quase quatro anos de suplício sob o jugo das hostes petistas que encamparam a coisa pública de forma assoladora, já é possível afirmar, sem sombra de dúvida, que o Partido dos Trabalhadores, em seu formato atual, tem todo direito de reivindicar para si o título de autênticos seguidores da doutrina de Ernesto Guevara no século XXI. Vide seus fanatismo e messianismo, bem como crimes e amoralidades daí decorrentes. O partido que hoje rege o Brasil construiu ao longo de anos um projeto de poder. Planejou meticulosamente o assalto ao Estado e, em conformidade com a cartilha gramsciana, fizeram da desfaçatez e da mentira suas principais armas para a tomada dos cargos e bens públicos do País, tanto quanto o domínio futuro das vidas de seus cidadãos. Assim como o argentino Guevara, o que move os correligionários do Presidente é um suposto desejo de melhorar o Mundo. É a cega e arrogante convicção de achar que têm as perfeitas soluções para tudo; que só eles as têm; e que os obstáculos devem ser removidos a qualquer custo. Igual ao castelhano, que fazia julgamentos sumários em Cuba, em tribunais “revolucionários”, onde apenas a acusação tinha voz. O que se assistiu nos escândalos do Governo Lula apontou uma faceta clara, que poucos parecem querer enxergar: o PT é, sim, diferente. O PT não se tornou “igual aos outros” ao chegar à Presidência. O PT não rouba como “todos os outros”. Essa simplificação grosseira impede-nos de destacar justamente o que há de mais assustador neste mandato presidencial, que é a corrupção institucionalizada. O crime para o sustento de um projeto. Ao contrário do “tradicional”, (praticamente) não se viram casos de companheiros transgredindo leis para proveito pessoal. O que começou com uma criação desenfreada de cargos estatais para enriquecimento do partido (visto que os correligionários de José Dirceu devem destinar parte do salário ao PT), foi rapidamente desnudado, mostrando custeios descarados e ilegais de viagens (Benedita da Silva), achaque para o partido (Waldomiro Diniz), embarque de dinheiro ilegal (dólares na cueca), dinheiro desviado de estatais para campanhas do partido (sistema Marcos Valério), compra de deputados para fortalecer o partido no Congresso (mensalão) e assim por diante. Tudo pelo partido. Tudo pelo Partido. Ao punir com expulsão os camaradas “traidores” que votaram contra o Governo (o caso dos “radicais”), o PT agiu com a mesma frieza pragmática de Che, fundador do pelotão de fuzilamento contra os próprios militantes que dele discordassem. Assim como para a Revolução Cubana, questionamentos de método deveriam ficar para depois, a fim de não atrasarem a marcha de Sierra Maestra. Assim é com o Partido dos Trabalhadores no Governo. Esse projeto retrógrado costuma ofuscar totalmente a visão de seus defensores. Tal como Bush “libertando” quem não pediu para ser libertado, são os caolhos socialistas que querem “salvar” os proletários do Mundo. Não há espaço para a discordância. Até porque a mesma torna-se instantaneamente nas bocas esquerdistas “falta de consciência de classe”. E os cubanos continuam “livres” tentando fugir da Ilha de Castro. Não sabemos aonde isso vai parar. Porém, se observarmos o caso de Santo André (a morte de Celso Daniel e, posteriormente, de quase todos envolvidos no caso), podemos afirmar que disposição não falta aos herdeiros tupiniquins de Che Guevara. |
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