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Monday, June 28 Da PUC para a História PolíticaÀqueles que estranharam esses dois meses que passei sem escrever um único artigo, esclareço que estava pondo em prática as já muitas palavras ditas neste espaço. A quem pôde acompanhar pela TV, rádio ou jornais estaduais, participei do movimento de oposição às eleições ao DCE da PUC-RS. Recorro a esse acontecimento, que não é de conhecimento de todos, pois vem ao encontro de tudo aquilo que se discute perenemente sobre política em teoria, mas que vista de perto beira o absurdo, o inacreditável. E aqui menciono apenas fatos consumados, provados e incontestáveis, nem chegando ao que se pode especular. O Movimento Estudantil é, por vezes, relegado a uma condição de insignificância, ignorando não apenas o papel fundamental que ocupa em termos de representatividade política, mas como cerne formador dos futuros cidadãos e dos futuros políticos. Pois os estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul demonstram a mesma apatia, da qual se reclama em nível macro, que os demais eleitores. Há poucos alunos que depositam nos “políticos estudantis” da universidade maior confiança do que a generalidade o faz em relação aos governantes. A manutenção de um mesmo grupo político há mais de dez anos à frente da entidade é, certamente, um desses motivos. Felizmente, em nível majoritário, não vivemos mais uma ditadura, sendo, portanto, mais latente a esperança de mudança na política “real”, do que dentro da PUC. Quando confrontados, os “militares” do DCE reagiram da mesma forma que os ditadores ameaçados: fizeram valer a repressão, com ataques físicos e verbais constantes, devidamente registrados em ocorrência policial, registros da imprensa e independentes. A questão tornou-se uma disputa entre a institucionalidade e a marginalidade, levada até os últimos meios. A cada atitude marginal e ilegal de repressão, ameaça ou agressão, a sociedade era acionada, por meio da opinião pública, Ministério Público, Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo. Até o momento, perante a omissão do Poder Judiciário (a demora de mais de um mês para julgar LIMINARES ocasionou a perda dos prazos), a velha-nova gestão tomou posse, corre uma ação judicial, formou-se uma Subcomissão Mista na Assembléia Legislativa e o Ministério Público prepara-se para entrar em ação. Quando até a Universidade é apontada como partícipe de um sistema bem-engendrado, que protege uma máfia estabelecida no poder, a despeito do histórico de denúncias e ações judiciais, quem sairá vencedor? Será o triunfo e a mostra de incorruptibilidade das instituições ou a glória daqueles que zombam da lei, da democracia e de qualquer regra de bom-comportamento? Independentemente da resposta, teremos um episódio que orientará a formação política de cerca de 30 mil alunos da PUC, que sairão de lá para a vida real com crédito ou descrédito às instituições e às possibilidades de mudança na política. posted by: fsp | 12:33 | comments (1) |
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