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Saturday, April 24 Por uma Nova PolÃtica Eclesiástica
As missas não estão sendo bem conduzidas. Não tenho como acreditar em um padre que se veste com aquelas roupas, nem que segue um roteiro como o costumeiro para a celebração.
Para começar, não concordo que só haja padres homens. O sacerdócio deveria ser permitido também para as mulheres. A explicação é óbvia. As mulheres são mais simpáticas e, se as madres fossem bonitas, aumentariam o número de fiéis nas igrejas.
A cerimônia, então, deveria ser totalmente reformulada. O tempo decorrido do inÃcio ao fim é muito longo, torna-se enfadonho. Se fosse reduzido para uns 15 minutinhos, tornar-se-ia muito mais agradável.
Poder-se-ia, também, modificar a ordem de seus elementos. Primeiramente, far-se-ia a consagração, com bastante vinho e sanduÃche. Com os fiéis altos e de barriga cheia, começaria o sermão. A Igreja cumpriria, assim, sua obrigação para com a caridade, por meio do lanchinho.
Aposto que todos concordam que ficar falando de Jesus, uma cara de dois mil anos atrás também não é lá muito interessante. Poder-se-ia falar sobre Che Guevara e Fidel (que, segundo o Frei Betto, implantou um regime quase cristão em Cuba), que são exemplos muito mais recentes. De repente, até sobre Lula e sua história de vida. Com palestrantes semanais.
Se pensarmos que o lugar também não colabora, deverÃamos transformar as igrejas em algo mais colorido, com uma permanente música ambiental e dividi-la em salas, com oficinas religiosas para cada tipo de gosto. Além, é claro, de tirarmos aquela imagem desagradável de um sujeito quase nu, coberto de sangue e numa cruz.
Em nome da democracia, descerÃamos o padre do altar, organizarÃamos os bancos em forma de seminário e todos poderiam interromper a celebração para expressarem seu ponto-de-vista sobre o Evangelho. Seria a Liturgia Participativa, que brevemente seria copiada como modelo de gestão democrática da religião.
Humildemente, exponho meu manifesto por uma nova PolÃtica Eclesiástica. Como estudante de jornalismo, estou no meu direito de opinar sobre a Igreja, tanto quanto os bispos da CNBB podem dar palpite sobre a polÃtica econômica do Governo Federal. E o faço com embasamento muito semelhante.
Publicado no site de polÃtica MSM |
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