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Thursday, April 22 A Extinção do Macho
O jornal sueco Dagens Nyheter noticiou na quarta-feira (21/4) o nascimento da primeira rata de laboratório, filha de duas mães e nenhum pai. Kaguya, como foi batizada, é o resultado de uma pesquisa desenvolvida por cientistas japoneses e coreanos, muito significativa para a humanidade.
A partir desse feito, já nos é possível imaginar uma sociedade unigenérica, mais ou menos como aquela pela qual suspiravam alguns atenienses, que suportavam suas esposas apenas pelo incômodo fato natural de precisarem delas para a reprodução da espécie. Mas as mulheres é que podem sonhar agora.
O que, há algum tempo, já se temia, com previsões assustadoras, pode estar virando realidade. Não por escolha da natureza, mas por conseqüência histórica. Em breve, os homens terão a utilidade de uma vitrola, um calígrafo ou um lampião. Ou seja, quando não forem meras peças de decoração, serão extravagância de alguém exótico.
Depois de respirar fundo, contudo, a idéia não parece das piores. Uma transição para a sociedade unigenérica será algo indolor, com embriões gerados a partir de pares femininos até que não reste nenhum dos incômodos exemplares masculinos. E tudo para bem do progresso.
Não é preciso queimar fusíveis cerebrais para imaginar um mundo sorridente só de mães, com sensibilidade e sabedoria femininas, porém pragmáticas e boas administradoras domésticas, o capricho, o fim da resolução das disputas pela força bruta...
Em pouco tempo, parece, as mulheres poderão mostrar todas as habilidades que vêm demonstrando já há muito em todas as áreas da sociedade, a despeito das resistências encontradas em decorrência de uma cultura milenarmente centrada na figura masculina. Interessante como o mundo dá voltas...
Acontece que, da mesma forma, surgirão os problemas imprevistos. Mulheres haverão de assumir as funções masculinas onde nunca tiveram interesse de disputar com eles, como estivador e mecânico entre outras. Sem contar no que seriam duas presidentas discutindo questões diplomáticas em TPM.
No fundo, acredito que, rapidamente, a ciência (então dominada por mulheres) descobriria a “cura” da tensão pré-menstrual e eu não estaria mais aqui para agüentar.
Enfim, tirando aspectos cômicos ou emocionais, não há mais justificativas para garantirmos o seguimento do nosso gênero masculino na Terra.
Publicado nos jornais Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul-RS) e A Platéia (Sant' Ana do Livramento-RS) posted by: fsp | 16:21 | comments (1) |
thanks to squidfingers for the background