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Saturday, March 27
Em qualquer país do Mundo, seria um escândalo. No Brasil, passa desapercebido. Comovente caso apresentado no Jornal Nacional de quinta-feira, onde um faxineiro encontrou dez mil dólares no banheiro do aeroporto e fez questão de devolvê-los ao seu dono, um turista suíço. A recompensa do honesto brasileiro foi conhecer seu presidente, onde recebeu o mau-exemplo: primeiro, Lula perguntou se muitos brasileiros fariam o que ele fez, dando a entender que não haja muitos cidadãos honestos no País; depois, disse que se viesse a ficar com o dinheiro, nem seria desonestidade. Ora, em que lugar do mundo que se apropriar do dinheiro alheio não é desonesto? Ou, pior, em que lugar do mundo o presidente dá uma demonstração de fraqueza moral e menospreza a de seus eleitores num mesmo dia e nada se comenta no dia seguinte? Convém lembrar que Lula e seu partido ascenderam ao poder, sob o manto da “ética na política” e a defesa da honestidade. Também, no seu governo, Waldomiro Diniz era o braço-direito do braço-direito do governante-máximo. Se nosso presidente não considera desonesto pegar dinheiro alheio para “melhorar de vida” – como dito –, que confiança pode ter o povo em seu mandatário? Se o chefe-maior da Nação duvida da integridade daqueles a quem governa, só posso concordar com ele, na medida em que foram os próprios que lhe confiaram o governo de suas vidas. Publicado no jornal A Plat驡 (Santana do Livramento-RS) e no site polco MSM posted by: fsp | 13:09 | comments (3) |
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