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Monday, February 16
Czar Putin
Na sexta-feira passada, Ivan Rybkin, o candidato presidencial russo que havia desaparecido por cinco dias e dito que havia apenas ido visitar parentes, afirmou em Londres que, na verdade, havia sido seqüestrado e que permaneceria fazendo sua campanha de fora do país até o fim das eleições.
Acreditar ou não na versão de Rybkin é facultativo, tendo-se em vista que, de alguma maneira, os fatos deverão ser apurados – provavelmente – depois das eleições. É conveniente, contudo, apurar alguns fatos sobre o atual presidente russo, Vladimir Putin.
O mandatário é o homem que restaurou a imagem da Rússia no cenário internacional, após os anos da figura tragicômica de Boris Yeltsin. Beira o ridículo querer comparar o papel do país no mundo em ambos os mandatos. Em comparação, a economia vive uma calmaria e as relações exteriores são de uma grande potência.
Não obstante, a conduta de Putin à frente do Kremlin tem muito a ser questionado. Desde que assumiu, reavivou o conflito na Chechênia e tratou-o com mão-de-ferro – inclusive no episódio da morte de terroristas e reféns no teatro em Moscou –, abandonou o Protocolo de Kyoto – sem que houvesse os mesmos virulentos protestos quando da decisão estadunidense –, sob a arrogante justificativa de que “a Rússia é um país muito frio e um aquecimento de um ou dois graus não seria ruim” e, assim como os Estados Unidos, a Rússia está atrasada no cronograma de redução de seu arsenal nuclear.
A ação contra Rybkin – se verdadeira – lembra muito as de um serviço de inteligência. Por isso, convém lembrar que Putin foi membro da extinta KGB soviética. E, também neste processo eleitoral, candidatos de oposição reclamaram recentemente do fato de Putin estar colocando a televisão estatal a serviço de sua reeleição, transformando em notícia qualquer fato político em que o presidente esteja envolvido. Até reuniões para tratar da campanha.
Mas, tudo isso, de que nos interessa? Serve de alerta para países como o Brasil, que têm o hábito de fortalecer governantes até que se tornem ditadores. No Rio Grande do Sul, por uso da máquina estatal para perpetuar-se no poder, já se fizeram duas revoluções.
posted by: fsp | 05:09
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