Lixo Tóxico não é Descartável
Qualquer pessoa que resolver ser "consciente", separando os lixos seco, orgânico e tóxico em Porto Alegre, poderá deixar os dois primeiros em frente de casa, bastando saber o dia de coleta, mas ficará estarrecido quando descobrir que não há coleta para lixo tóxico.
Após anos de iniciativas de conscientização da população para selecionar o que podia ser reciclado do que se decompunha naturalmente – não obstante as pessoas que ainda não o fazem – , grande parte dos moradores já contribuem positivamente para a preservação do meio-ambiente, por meio da distinção do lixo.
Em meio a esta sobriedade coletiva, descobre-se que pilhas, solventes e outros resíduos tóxicos não podem ser misturados ao lixo comum e se aprende o grande perigo que representam à natureza. É lógico, pois, que queiramos separá-lo também.
Eis onde entra o problema em questão, pois a prefeitura, além de não realizar qualquer tipo de coleta, indica às pessoas que levem ao depósito ou contratem uma empresa privada para o transporte do lixo que contenha substâncias tóxicas.
Ora, para um hospital ou uma grande empresa do ramo pode até ser viável fazer esse tipo de serviço ou contratá-lo, mas para o cidadão comum torna-se impraticável, em virtude dos impedimentos de ordem física ou financeira de uma pessoa que trabalhe em tempo integral, more longe de um depósito ou, simplesmente, não possa pagar por sua cidadania.
Ainda não descobri por que não vale a pena para a Prefeitura, dispor de um ou dois dias de coleta de lixo tóxico, algo que não pode ser tão custoso para os cofres públicos quanto o é para o meio-ambiente.