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Friday, January 28 Contra os motoqueiros
Tenho um amigo que, volta e meia, me corrige, diferenciando motoqueiro e motociclista, e afirmando que motoqueiro é o termo que descreve um mau motociclista. Acontece que, infelizmente, é muito raro encontrar pelas ruas algo diferente de motoqueiros.
Freqüentemente, somos noticiados de acidentes envolvendo condutores de motocicletas. Além de não se tratarem de acidentes (ocasionais e inevitáveis), esses incidentes são raríssimos, se comparados à quantidade de vezes que testemunhamos esse meio de transporte em situações flagrantes de risco iminente de colisão.
Mais corriqueiro que o pôr-do-sol é ver-se “costurado” por motocicletas, que se atravessam por entre os carros, avançam sobre o sinal fechado, passam em alta velocidade coladas às nossas portas ou se espatifam contra outros veículos.
O ponto central em uma colisão envolvendo este tipo de condução não é a integridade física do “piloto”, que se locomove desguarnecido, sob risco evidente de lesões graves à primeira falha. Uma vez que assume esse risco e dispõe-se a se arriscar, torna-se uma questão de segurança pública a partir do momento em que põe outras vidas em risco.
Não tenho conhecimento de dados estatísticos específicos, mas seria muito interessante que as autoridades competentes fizessem um levantamento do número de pessoas vitimadas pela imprudência de motoqueiros, quer sejam em danos físicos ou materiais, por portas arrancadas, por choques ocasionados na tentativa de desviar-se de uma irresponsabilidade e qualquer outro tipo de nocividade motivada por condutas egoístas e imprudentes.
Urge que sejam tomadas as devidas providências contra esses perigosos inconseqüentes, para que sobrem apenas motociclistas, aqueles amantes de motocicletas e que sabem se portar no trânsito como parte dele e não como seus donos. posted by: fsp | 10:21 | comments (1) No limboCostuma-se dizer que o Brasil é um país com muitos excluídos. Na verdade, é um país que exclui deliberadamente, enquanto acredita estar combatendo a exclusão e enterrando seu futuro em longo prazo.
Ninguém discute que haja uma massa de pessoas vivendo abaixo da linha da dignidade, com dificuldade no acesso a serviços essenciais e que, dificilmente, conseguem planejar ou sonhar com um porvir afortunado em decorrência de sua luta diária pela sobrevivência.
Igualmente, é sabido que há um pequeno percentual de contribuintes que dispõem de acesso imediato a quase tudo que lhes apraza, pois usufruem de uma condição financeira confortável, possibilitando-lhes os deleites que a vida moderna proporciona.
Entre essas duas classes, há outra, quase em extinção. Em qualquer país estável, ela é majoritária e quem movimenta a economia. No Brasil, porém, trata-se cada vez mais de apressar seu desaparecimento, possibilitando aos mais ricos que melhorem ainda mais sua condição e dando aos políticos a certeza de mais algumas centenas de anos de discurso contra a pobreza – pois praticamente perpetua a existência da classe baixa.
Aos pobres os governos caridosos fazem diversas concessões (compensações), facilitando seu acesso a bens e serviços tidos como exclusivos dos mais endinheirados. Em tudo que o Estado se mete, sempre é possível transformar a ação em algo mais simpático aos olhos do povo incluindo algum detalhe de “caráter social”.
E, enquanto os governantes brincam de Robin Hood para garantirem a continuidade de suas carreiras políticas, a classe média segue empobrecendo, definhando, se extinguindo.
No setor universitário, por exemplo, as vagas em instituições públicas estão restritas em termos gerais apenas àqueles opulentos que têm condições de se preparar a vida inteira para lá ingressarem. Para compensar, há programas de bolsa aos mais carentes e sistemas de cotas para incluir os mais miseráveis.
No entanto, aqueles que sempre estiveram na linha intermediária, não conseguem chegar às universidades estatais, nem serem incluídos nas políticas compensatórias de seus mandatários.
O que lhes resta, então? Ou se sacrificam para pagar uma universidade particular, tendo alguma chance na loteria do mercado de trabalho para diplomados, ou matam a chance de um futuro mais digno e se tornam mais um marginalizado. posted by: fsp | 10:21 | comments (1) Bebendo a Água dos FilhosCada vez que venho pela rua e me deparo com alguém lavando a calçada ou o carro, com a mangueira vertendo água sem parar, sinto um fortíssimo desejo de parar e surrar a pessoa até ficar com calos nas mãos. Sem dizer nada. Apenas bater em reprimenda ao crime que está cometendo.
Após um breve instante, o ímpeto de austrolopiteco vai-se embora e me lembro que devo escrever um artigo a respeito do desperdício desse líquido tão valioso ao qual não damos o devido valor.
Talvez por vivermos em uma área rara do mundo, onde há uma abundância colossal de recursos hídricos, não consigamos nos imaginar habitando uma região onde a água seja escassa, rara, de má qualidade e mais valiosa que ouro. Pois há diversos lugares onde a realidade é muito próxima disso.
Sou, polemicamente, favorável à criação de uma sobretaxa magnífica ao consumo abusivo de água. Algo parecido com “se gastar água demais num mês, faltará dinheiro para todas as contas e para comer no mês seguinte”. Crucifiquem-me, mas creio que seja a melhor solução para preservarmos o futuro de nossos filhos.
Dada a quantidade esgotável de recursos hídricos no planeta, associada ao consumo elevado e à poluição de suas fontes, é facilmente imaginável a falta desse bem em um tempo não tão distante.
Com um simples raciocínio, pode-se imaginar que quem detiver um pouquinho de água será rico, que planejaremos nosso dia calculando um consumo irrisório em tarefas domésticas a fim de que não nos falte para beber e diversas outras situações caóticas.
Para evitar esse cenário de géena corânica, é necessário um pouco de consciência ambiental e planejamento, evitando o desperdício e combatendo toda forma de poluição das águas.
Mas ainda acho essencial que se pague mais pela água agora, evitando sua falta, em vez de esperar até que quase inexista e que tenham nossos descendentes de pagar o preço material que podemos pagar hoje. Do contrário, estaremos bebendo sozinhos (ou jogando na sarjeta) aquilo que lhes faltará amanhã. posted by: fsp | 10:19 | comments Saturday, January 01 Melhor que Pelé?Já faz tempo, disse isso e quiseram me matar. Repito que Ronaldinho Gaúcho será melhor que Pelé.
posted by: fsp | 13:59 | comments (2) |
thanks to squidfingers for the background