[Ratio Puta]
Um blog com artigos de Felipe Simões Pires.
 

Tuesday, April 27

Nhe'engara Ruíxa supé

Este é um poema de minha autoria em tupi clássico. Já é antiguinho, mas resolvi disponibilizar no blog devido à carência de materiais nessa língua na web.

Utilizei uma forma própria de grafia, que diverge de alguns autores. Está mais próximo do guarani moderno, que encontra maior padronização. Aos que estudam, entendam que o "j" representa o "i semi-vogal", o "w" o "u semi-vogal" e o "^" substitui o "~". Não constam hífens por não se tratar de um texto didático.

Nhe’engara Ruíxa Supé

 

Ndebe, Ruíxa, anhe’engar.

Kunhâ xe remierekóe’yma endé!

Xe arajá morubixabekóeté;

Jabiô nde robaké:

Xe amanô bé.

 

Ixé oropotar, oroawsub;

Akakar nde suí:

Xe kirirî bé.

Erejegwaru xe suí berameî.

Xe sykyjé.

 

Oroepjak: xe aning’amo.

Xe aputupab, nde beraba resé.

Nde porangatu, nde angá;

Xe kanhembora, xe pytub.

 

Nda xe potari jepé, anhé ra’ú.

Ewma’ê!

Agwatatenhéagwy.

Erekatu! Oroerekó mirâ!

 

Nhe’engara ndebe ajetanong riré:

Xe nhe’enporanga reká;

Tamongatu nde réra.

Nda jeekosuba katu ruâ be.

 

Nde rembé suí,

Nda nhe’enga nhôte ruâ semi,

Nhe’eng´eíra bété.

Nde resá aé:

Oma’ê itá já xe resé.

 

Eatybak ixebe!

Xe nde rendy ra’anga koyte,

Jandé jojabé,

Xe ajpó rasem:

 “Ruíx, xe remiawsuba, oroawsubeté!”

 

Ka’ayvategua (Felipe Simões Pires) suí

posted by: fsp | 12:14 | comments (1)

Saturday, April 24

Por uma Nova Política Eclesiástica

 

As missas não estão sendo bem conduzidas. Não tenho como acreditar em um padre que se veste com aquelas roupas, nem que segue um roteiro como o costumeiro para a celebração.

 

Para começar, não concordo que só haja padres homens. O sacerdócio deveria ser permitido também para as mulheres. A explicação é óbvia. As mulheres são mais simpáticas e, se as madres fossem bonitas, aumentariam o número de fiéis nas igrejas.

 

A cerimônia, então, deveria ser totalmente reformulada. O tempo decorrido do início ao fim é muito longo, torna-se enfadonho. Se fosse reduzido para uns 15 minutinhos, tornar-se-ia muito mais agradável.

 

Poder-se-ia, também, modificar a ordem de seus elementos. Primeiramente, far-se-ia a consagração, com bastante vinho e sanduíche. Com os fiéis altos e de barriga cheia, começaria o sermão. A Igreja cumpriria, assim, sua obrigação para com a caridade, por meio do lanchinho.

 

Aposto que todos concordam que ficar falando de Jesus, uma cara de dois mil anos atrás também não é lá muito interessante. Poder-se-ia falar sobre Che Guevara e Fidel (que, segundo o Frei Betto, implantou um regime quase cristão em Cuba), que são exemplos muito mais recentes. De repente, até sobre Lula e sua história de vida. Com palestrantes semanais.

 

Se pensarmos que o lugar também não colabora, deveríamos transformar as igrejas em algo mais colorido, com uma permanente música ambiental e dividi-la em salas, com oficinas religiosas para cada tipo de gosto. Além, é claro, de tirarmos aquela imagem desagradável de um sujeito quase nu, coberto de sangue e numa cruz.

 

Em nome da democracia, desceríamos o padre do altar, organizaríamos os bancos em forma de seminário e todos poderiam interromper a celebração para expressarem seu ponto-de-vista sobre o Evangelho. Seria a Liturgia Participativa, que brevemente seria copiada como modelo de gestão democrática da religião.

 

Humildemente, exponho meu manifesto por uma nova Política Eclesiástica. Como estudante de jornalismo, estou no meu direito de opinar sobre a Igreja, tanto quanto os bispos da CNBB podem dar palpite sobre a política econômica do Governo Federal. E o faço com embasamento muito semelhante.

 

Publicado no site de política MSM

posted by: fsp | 08:55 | comments

Friday, April 23

Nostramarx

 

Tive um professor que dava sua aula com várias pausas entre vírgulas, nas quais dizia: “como Marx já previa”. Achei que ele confundia Marx e Nostradamus que, dizem, previa tudo. Enganei-me. Há uma evidente relação nos comportamentos em relação a ambos.

Karl Marx leu muito, interpretou mais ainda e sentiu-se capaz de prever as relações humanas, sociais, econômicas e, para não perder a viagem, o fim da História. Simples assim.

 

Michel de Nostradamus sentou-se à frente de sua bacia, viu imagens e sentiu-se capaz de prever diversos acontecimentos futuros, entre eles, todos aqueles que acontecerem. Tudo em linguagem cifrada.

 

Os seguidores do adivinho francês atribuem-lhe quase todos os fatos relevantes que se nos mostram. Primeira, segunda e terceira guerras, 11 de setembro, o que for. Ao bel-prazer da interpretação. Se houver uma frase que se assemelhe a algum detalhe comum ao evento, lá está o código no qual Nostradamus o previu.

 

Já para os seguidores do cientista político alemão, o processo é muito semelhante. Se uma empresa está bem financeiramente, confirma a “previsão” da mais-valia, exploração do trabalhador etc.; se uma empresa quebra, confirma que o capitalismo é incapaz de regular necessidades do próprio mercado e de proteger os trabalhadores da mesma.

 

Exemplo cabal dessa propensão a acreditar em previsões de Marx, de forma passional e sem qualquer análise que não a partir dos dogmas marxistas, é a Crise de 1929. Vasto material explicita que, devido às leis imutáveis do mercado, o boom da década anterior, custeado por empréstimos irresponsáveis feitos a esmo e com dinheiro inexistente, associado a fatores da economia internacional (período pós-Primeira Guerra) foi a causa óbvia e natural da recessão. Exatamente como previsto na ciência das relações humanas no mercado e não, n’ O Capital.

 

Não obstante, abraçados às previsões de seu guru intelectual/espiritual, a “superprodução capitalista” parece ter-se confirmado. Esses vibram, felizes porque conseguiram ver na situação exatamente aquilo que queriam ver.

 

Se fosse só, bastava. Mas não é. Com comportamento digno de religiosos fundamentalistas, discutem a obra de Marx e sua interpretação de forma teológica, buscando aproximar-se da “verdade“ do escritor. Partem, então, para a interpretação pura, no melhor estilo dos seguidores de Nostradamus, decidindo o que Marx queria ou não dizer.

 

A interpretação cabe a vocês. Como Deus, Marx é para quem acredita. Está dentro de nós e não, no livro. Basta querer encontrá-lo e lá ele estará. Na Crise de 29, no fim da crise, no governo Lula, talvez até neste meu artigo que se utiliza dos meios de produção dos burgueses e da exploração do proletariado para ser vendido e dar lucro ao porco capitalista do dono do jornal, que vai fazer a empresa crescer ou quebrar, mas confirmando o que Marx já previa.

 

Publicado na Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul-RS)

posted by: fsp | 02:53 | comments

Thursday, April 22

A Extinção do Macho

 

O jornal sueco Dagens Nyheter noticiou na quarta-feira (21/4) o nascimento da primeira rata de laboratório, filha de duas mães e nenhum pai. Kaguya, como foi batizada, é o resultado de uma pesquisa desenvolvida por cientistas japoneses e coreanos, muito significativa para a humanidade.

 

A partir desse feito, já nos é possível imaginar uma sociedade unigenérica, mais ou menos como aquela pela qual suspiravam alguns atenienses, que suportavam suas esposas apenas pelo incômodo fato natural de precisarem delas para a reprodução da espécie. Mas as mulheres é que podem sonhar agora.

 

O que, há algum tempo, já se temia, com previsões assustadoras, pode estar virando realidade. Não por escolha da natureza, mas por conseqüência histórica. Em breve, os homens terão a utilidade de uma vitrola, um calígrafo ou um lampião. Ou seja, quando não forem meras peças de decoração, serão extravagância de alguém exótico.

 

Depois de respirar fundo, contudo, a idéia não parece das piores. Uma transição para a sociedade unigenérica será algo indolor, com embriões gerados a partir de pares femininos até que não reste nenhum dos incômodos exemplares masculinos. E tudo para bem do progresso.

 

Não é preciso queimar fusíveis cerebrais para imaginar um mundo sorridente só de mães, com sensibilidade e sabedoria femininas, porém pragmáticas e boas administradoras domésticas, o capricho, o fim da resolução das disputas pela força bruta...

 

Em pouco tempo, parece, as mulheres poderão mostrar todas as habilidades que vêm demonstrando já há muito em todas as áreas da sociedade, a despeito das resistências encontradas em decorrência de uma cultura milenarmente centrada na figura masculina. Interessante como o mundo dá voltas...

 

Acontece que, da mesma forma, surgirão os problemas imprevistos. Mulheres haverão de assumir as funções masculinas onde nunca tiveram interesse de disputar com eles, como estivador e mecânico entre outras. Sem contar no que seriam duas presidentas discutindo questões diplomáticas em TPM.

 

No fundo, acredito que, rapidamente, a ciência (então dominada por mulheres) descobriria a “cura” da tensão pré-menstrual e eu não estaria mais aqui para agüentar.

 

Enfim, tirando aspectos cômicos ou emocionais, não há mais justificativas para garantirmos o seguimento do nosso gênero masculino na Terra.

 

Publicado nos jornais Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul-RS) e A Platéia (Sant' Ana do Livramento-RS)

posted by: fsp | 16:21 | comments (1)

Friday, April 16

Ora, “quem é gaúcho?”

 

Tenho lido, ultimamente, alguns textos “tradicionalistas” incrivelmente absurdos. Artigos “made in Brazil”, ou de “cetegistas” muy lejos da Campanha. Como filósofos da gauderice, chegam a questionar até mesmo se temos o direito de reivindicar apenas para nós a possibilidade de ser gaúcho. Está na hora de se colocarem os pingos nos is.

 

A única coisa que o tal tradicionalismo tem feito de bom para a cultura gaúcha é sua divulgação como peça de mostruário. E, ao contrário de preservá-la, apressa seu desaparecimento.

 

É tarefa inglória, mas necessária, fazer a distinção entre gaúchos e rio-grandenses. Os gaúchos SÃO (e não, “foram) o povo que legou a este Estado toda a sua herança cultural, sua identidade e raízes. Se, ao longo dos anos, muitas cidades do Rio Grande abandonaram o jeito-de-ser dos crioulos, não deixaram de ser rio-grandenses.

 

O gaúcho ainda existe e muda, ao contrário da idealização de museu feita com o “gaúcho legítimo” apresentado pelo tradicionalismo. Enquanto legislam sobre o comprimento da manga da camisa, há peões de “calça vaquero” (jeans) e manga curta, ignorando os manuais do MTG.

 

Os gaúchos não estão em uma reserva indígena; são personagens vivos da história. Se criássemos um CTI (Centro de Tradições Indígenas), reproduzíssemos mini-tabas pelo mundo afora, fizéssemos “fandangos” com músicas típicas semanalmente, vestidos a caráter, não seríamos índios mesmo assim. E enquanto decidissem qual material é aceito na confecção da tanga do cacique-patrão do CTI, a indiada já estaria andando de calção e camiseta pelas aldeias verdadeiras.

 

O tradicionalismo só reflete a “realidade gaúcha” para quem não a conhece. E para esses é muito importante saber onde aprender sobre nossa história e cultura. Só não me venham dizer que viraram guascas porque compraram uma “fantasia” de gaúcho e leram sobre nossos heróis.

 

Hay lugares no Brasil, onde “ser gaúcho” virou uma opção, como ser surfista, punk ou médico. Não é. Assim como para muitos rio-grandenses, que decidiram resgatar suas raízes (o que já pressupõe que as tenham perdido), ser gaúcho ainda é muito diferente de ter nascido no Rio Grande ou ter decorado a nossa história em algum pago lejano.

 

Como, hace poco, uma amiga minha, prenda e dançarina de CTG se mostrou incapaz de entender um paisano argentino que, descontando os devidos “castelhanismos” falava um espanhol que poderia muy bem ser confundido com um xiru do Alegrete. E, ela não sabia, mas um hermano correntino ou uruguaio também é gaúcho. Aliás, muito más que ela (que nunca respirou o ar do Pampa) ou qualquer desses outros que reivindicam agora que abramos mão do privilégio de ser gaúcho.

 

Felipe Simões Pires

Estudante de Jornalismo, porto-alegrense, criado pelo Rio Grande afora e “reaquerenciado” na Capital.

 

Publicado na Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul-RS)

posted by: fsp | 17:16 | comments (1)

Wednesday, April 07

Aspirações Megalomaníacas II

 

Em 29 de dezembro de 2003 (disponível no blog), comentei a repercussão da notícia de que o Brasil se recusava a liberar inspeções em seus reatores nucleares. Agora, de volta à pauta, mudando apenas a fonte (desta vez foi o Wshington Post que noticiou) e o nome do ministro, reproduzo minha opinião à época, ilustrando como no Brasil nada muda e a memória é curta.

 

"Notícia publicada no jornal americano The New York Times, neste domingo, merece atenção especial e uma análise mais ampla. A matéria dá conta de uma resistência brasileira a inspeções nucleares, após comunicar a intenção de começar a produzir urânio enriquecido até o ano que vem.

 

Ao que se sabe, o programa nuclear brasileiro é um patético trabalho em cima de reatores e técnicas ultrapassados. Por que, então, tal indisposição? Medo de que o resto do Mundo saiba que nada se sabe? Muito dificilmente.

 

Os argumentos tupiniquins para não se abrir a inspeções são legítimos. É um membro regular de todas as organizações mundiais e não participa de uma guerra há séculos. Sendo assim, não haveria a necessidade de submeter-se a um "protocolo adicional", como o fizeram Iraque e Líbia.

 

Sim, diplomaticamente não há motivos para se discutir a posição brasileira. Porém, é hora de se questionarem algumas verdades. Quem tranqüilizou o jornalista do NYT, dizendo que o enriquecimento de urânio tem como finalidade abastecer alguns reatores de pequeno porte, foi o Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral. O mesmo que disse, ao início de 2003, que o Brasil deveria construir uma bomba atômica. Lula criticou publicamente o Tratado de Não-Proliferação Nuclear em campanha.

 

Deve-se pôr em dúvida, então, também a suposta vocação pacífica do País, pois, todas as vezes em sua história, quando se esgotaram (ou não) as vias diplomáticas, o Brasil não pestanejou antes de entrar em uma guerra. Foi assim na expansão de fronteiras, na tomada do Acre, na Guerra do Paraguai e na Segunda Guerra. Ou seja, se o Brasil não entrou em muitas guerras, foi porque não teve muitas oportunidades.

 

Então, chega-se a principal verdade em questão. O Brasil é um país de aspirações megalomanícas. Sempre foi. Já nasceu como um império, buscando expandir-se sobre os vizinhos. Um típico caso de imperialismo. Todas as vezes que se fala sobre os anseios brasileiros, os termos ufanos falam de uma "grande potência", um "gigante" adormecido, o "país-continente", e assim por diante. O hábito de falar mal do país entre os nativos, talvez se deva muito mais a um recalque por não ser tudo que sonham do que um sentimento de pequenez.

 

Nunca passou pela cabeça dos brasileiros construir um país razoável, onde se tivesse uma distribuição de renda adequada e só. Não, a vontade é sempre de tornar-se um berço de poder, capaz de rivalizar com as grandes potências, mandar em todo o continente e delírios do tipo.

 

Portanto, não me admira que os Estados Unidos sejam vistos como um vilão imperialista, mas as ingerências brasileiras em questões de outros países e a suposta liderança brasileira na América do Sul sejam aplaudidas, bem como o gigantismo da indústria nacional, o PIB de primeiro mundo e tudo isso sem mudar em nada a vida da maior parte da população."

posted by: fsp | 08:00 | comments (1)

E começa a Guerra

 

Antes da invasão, calculava-se a quantidade de tropas “leais” a Saddam Hussein, previa-se resistência atroz e dificuldades severas para o exército da coalizão. Mas as primeiras semanas de combates desmentiram todos aqueles que, ao invés de tecer comentários realistas, “torciam”.

 

Com sucesso total na empreitada inicial, os Estados Unidos depuseram o ditador iraquiano, “libertaram” o Iraque, pulverizaram a exaltada Guarda Republicana e tiveram tempo de planejar a administração interina do País, enquanto saques e pilhagens aconteciam.

 

Alguns torcedores ficaram entusiasmados com as “forças da resistência”, (meia-dúzia de gatos pingados terroristas) com ataques esparsos contra os ocupantes. Porém, a operação ainda parecia uma daquelas que os israelenses fazem de vez em quando na Palestina. Alguns atiram pedras, outros prometem vingança e as tropas passam indiferentes.

 

Agora, contudo, desenha-se uma situação bastante diferente: a guerra parece tomar seus contornos iniciais, assustadores para quem esperava uma rápida transição.

 

Os ataques terroristas e as raras ofensivas guerrilheiras passam a ser substituídas por guerrilhas permanentes e confrontos diretos. Começam a ser identificados os grupos resistentes e seus líderes, sendo que xiitas e sunitas lutam guerras separadas, sem articulação comum, tornando-se uma dificuldade a mais para os EUA.

 

Após o recente ataque público e bárbaro a soldados americanos, em Fallujah (triângulo sunita), acontece o maior choque entre tropas americanas e iraquianas desde o início da “guerra”. E, como conseqüência de uma ordem de prisão contra o líder xiita al-Sadr, formou-se um bolsão de resistência para protegê-lo, onde todos estão dispostos a lutar até a morte.

 

A cada medida corretiva, visando à solução de um problema, parece ser criado outro. Em um país sem a mínima tradição de democracia, a sua instituição não é um apelo convincente, para os locais, da necessidade de prolongar a ocupação.

 

Em bom português: como fruto de sua obsessão, George W. Bush embananou-se e não sabe como sair da confusão.

 

Talvez o governo estadunidense esteja com muita vontade de se livrar do abacaxi, mas está enredado no dilema entre se render aos fundamentalistas e deixar o trabalho pela metade (perdendo a oportunidade histórica de revolucionar a política no Oriente Médio) ou seguir em frente em uma guerra cada vez mais desgastante em termos militares, políticos e religiosos.

posted by: fsp | 07:29 | comments (1)

thanks to squidfingers for the background