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Saturday, March 27
Em qualquer país do Mundo, seria um escândalo. No Brasil, passa desapercebido. Comovente caso apresentado no Jornal Nacional de quinta-feira, onde um faxineiro encontrou dez mil dólares no banheiro do aeroporto e fez questão de devolvê-los ao seu dono, um turista suíço. A recompensa do honesto brasileiro foi conhecer seu presidente, onde recebeu o mau-exemplo: primeiro, Lula perguntou se muitos brasileiros fariam o que ele fez, dando a entender que não haja muitos cidadãos honestos no País; depois, disse que se viesse a ficar com o dinheiro, nem seria desonestidade. Ora, em que lugar do mundo que se apropriar do dinheiro alheio não é desonesto? Ou, pior, em que lugar do mundo o presidente dá uma demonstração de fraqueza moral e menospreza a de seus eleitores num mesmo dia e nada se comenta no dia seguinte? Convém lembrar que Lula e seu partido ascenderam ao poder, sob o manto da “ética na política” e a defesa da honestidade. Também, no seu governo, Waldomiro Diniz era o braço-direito do braço-direito do governante-máximo. Se nosso presidente não considera desonesto pegar dinheiro alheio para “melhorar de vida” – como dito –, que confiança pode ter o povo em seu mandatário? Se o chefe-maior da Nação duvida da integridade daqueles a quem governa, só posso concordar com ele, na medida em que foram os próprios que lhe confiaram o governo de suas vidas. Publicado no jornal A Plat驡 (Santana do Livramento-RS) e no site polco MSM posted by: fsp | 13:09 | comments (3) Apaixonado Depois de ler e escutar muitos comentários sobre o polêmico filme de Mel Gibson, “A Paixão de Cristo”, tive, enfim, a felicidade de assisti-lo. E ainda não entendi por que foi qualificado como “polêmico”. O filme, de teor emocional arrebatador, é de um primor nos detalhes e de compromisso histórico incontestável, o que se percebe quando uma obra é tão séria a ponto de ser produzida nas línguas faladas por seus personagens. Não conheço aramaico, mas as falas em Latim me pareceram bem apropriadas para os personagens e a época. Extremamente fiel aos evangelhos e aos relatos históricos – formais ou da tradição oral –, não apresenta uma mínima falsificação do que se conhece da trama, encaixando adequadamente frases e passagens da saga de Cristo nos momentos apropriados. Não é fácil segurar o espectador por quase duas horas em uma história que todos já conhecem, sem adicionar elementos novos e tratando apenas dos momentos finais de Jesus. Aos que tacharam Mel Gibson de “cristão fundamentalista” pela produção da película, só posso dizer que nada conhecem do Novo Testamento. Aos que encontraram anti-semitismo na obra, apenas o poderiam fazer com uma mente perturbada e desonesta. Mesmo que tentassem a todo custo, não encontrariam nada que justificasse isso, não estando presente nos textos sagrados do cristianismo. Só consigo entender como uma tentativa de criar conflito gratuito. Não por acaso, as pessoas – cristãs ou não – têm saído transtornadas, afetadas pelo filme. Uma produção que não poupa as partes feias e cruéis da trajetória do Cristo, da prisão à cruz, é extremamente chocante e real. Não há como não se identificar com a pessoa que lá sofre. Ainda mais, partindo-se do pressuposto que aquilo realmente aconteceu a alguém. É impossível ficar indiferente à Paixão de Cristo. É um reencontro com a face humana daquele que foi o fundador do Ocidente e base da nossa maneira de ver o mundo. Fiquei maravilhado. Apaixonado. Publicado na Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul-RS) e n' A Plat驡 (Sant'Ana do Livramento-RS) posted by: fsp | 13:09 | comments (2) |
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